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Alta Floresta: parte de medicamentos adquiridos para pacientes com COVID-19 vencem sem serem utilizados

Postado em 29 de dezembro de 2020 por

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Parte de medicamentos adquiridos pela prefeitura municipal por meio da secretaria municipal de saúde de Alta Floresta destinados ao tratamento de pacientes com COVID-19 estão vencendo sem serem utilizados. Os medicamentos foram comprados com dispensa de licitação ao custo de R$ 110.600,00 no mês de agosto de 2020 de um laboratório localizado na capital do estado, Cuiabá.

O processo de compra com dispensa de licitação está registrado sob o número 00001490/2020.

De acordo com informações obtidas pela redação do Notícia Exata, entre os medicamentos adquiridos estão Ivermectina concentração/Dosagem 6mg, Sulfato De Zinco – Concentração/Dosagem 50mg e Cloroquina, Disfosfato – Concentração/Dosagem 500mg.

Segundo uma fonte, o município poderia ter efetuado as compras em laboratórios de Alta Floresta e retirar conforme demanda, mas preferiu comprar um grande lote fora do município.

“É só ver que em agosto, setembro, outubro e novembro o índice de infectados estava baixo não tinha porque adquirir grande quantidade de ivermectina, zinco e cloroquina conforme compra direta”, disse a fonte.

Parte de medicamentos adquiridos pela prefeitura municipal por meio da secretaria municipal de saúde de Alta Floresta destinados ao tratamento de pacientes com COVID-19 estão vencendo sem serem utilizados. Os medicamentos foram comprados com dispensa de licitação ao custo de R$ 110.600,00 no mês de agosto de 2020 de um laboratório localizado na capital do estado, Cuiabá.

O processo de compra com dispensa de licitação está registrado sob o número 00001490/2020.

De acordo com informações obtidas pela redação do Notícia Exata, entre os medicamentos adquiridos estão Ivermectina concentração/Dosagem 6mg, Sulfato De Zinco – Concentração/Dosagem 50mg e Cloroquina, Disfosfato – Concentração/Dosagem 500mg.

Segundo uma fonte, o município poderia ter efetuado as compras em laboratórios de Alta Floresta e retirar conforme demanda, mas preferiu comprar um grande lote fora do município.

“É só ver que em agosto, setembro, outubro e novembro o índice de infectados estava baixo não tinha porque adquirir grande quantidade de ivermectina, zinco e cloroquina conforme compra direta”, disse a fonte.

Conforme apurado, várias doses de Ivermectina venceram no último dia 19/12 e 24/12, já o zinco vencerá dia 02/01/2021.

De acordo com o apurado pelo Notícia Exata, houve denúncia na Controladoria Interna do Município, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União, devido a compra ter sido efetuada com recursos federais.

“Acredito que houve perda grande, pois foi comprado com prazo de validade curto e acredito que não houve procura porque nesse período os casos foram poucos, outra coisa, comprado de grandes laboratórios o prazo é dois anos para vencer” disse a fonte.

Outro Lado

Nossa reportagem entrou em contato com o secretário municipal de saúde Marcelo da Costa, ele destacou que o município realizou a aquisição de 3 mil kit´s de um total de 15 mil previstos e que medicamentos manipulados tem validade de apenas quatro meses.

Marcelo acrescentou que pacientes se recusaram a receber o kit para tratamento da COVID-19, isso porque muitos tinham receio de consumir a cloroquina, a qual tinha um termo de aceitação para ser entregue.

O secretario pontuou que Alta Floresta terá perca de poucos medicamentos (cloroquina, ivermectina e zinco) se comparado com outros municípios brasileiros que também investiram na compra destes remédios. A quantidade total de medicamentos vencidos destinados a COVID-19 só será quantificada no final deste mês de dezembro de 2020.

Questionado sobre a compra realizada em Cuiabá/MT e não em Alta Floresta, Marcelo disse que o laboratório localizado na capital do estado fez um preço mais vantajoso do que fornecedores locais e com capacidade de atender a demanda naquele momento, uma vez que devido à grande procura a nível nacional, muitos produtos usados na composição dos medicamentos estavam escassos.

Ele destacou que esse será um ônus que o município terá que absorver, uma vez que o laboratório não realizava a venda fracionada dos medicamentos, ou seja, ir retirando conforme a demanda.

De acordo com Marcelo, os medicamentos vencidos já estão sendo recolhidos.

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