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Parcial de ingressos para semifinal da Copa América projeta bom público para o Mineirão

FOTO: Bruno Haddad/Cruzeiro

Parcial de ingressos para semifinal da Copa América projeta bom público para o Mineirão

Até o início da noite de terça, pelo menos 30 mil ingressos já haviam sido vendidos

Informações Compartilhadas Superesportes

Se o público da Copa América até agora foi decepcionante no Mineirão, com as menores bilheterias da competição, a semifinal de terça-feira tem promessa de casa cheia. Até o início da noite de terça, pelo menos 30 mil ingressos já haviam sido vendidos. Se vencerem suas partidas de amanhã, contra o Paraguai, e sexta, diante da Venezuela, respectivamente, Brasil e Argentina se enfrentarão no Gigante da Pampulha. Uma carga de 61.846 bilhetes foi colocada à venda para o último confronto do torneio em BH. Desse total, 16 mil haviam sido resgatados no posto montado no Boulevard Shopping.

Existe, segundo a Conmebol, um pequeno número de tíquetes para os setores mais baratos, o 3 (R$ 290) e o 4 (R$ 190). Para essas duas áreas, o Comitê Geral da Copa América havia feito uma reserva técnica, que não chega a mil entradas, que começaram a ser comercializadas nesta terça. A expectativa é que se esgotem ainda na manhã de hoje. No entanto, quase que a totalidade dos setores mais caros, 1 (R$ 590) e 2 (R$ 390), ainda está disponível.

A venda extra para o restante das partidas até o fim da competição, incluindo as quatro das quartas de final, as duas semifinais, a disputa da medalha do terceiro lugar e do título recomeçou por meio do site copaamerica.com.

Apesar de quase todos os jogos da primeira fase da Copa América terem apresentado grandes clarões nas arquibancadas, os organizadores da competição fizeram ontem balanço positivo da média de público nos estádios. A média até o momento é de 30 mil torcedores por jogo. No Mineirão, porém, que recebeu Uruguai 4 x 0 Equador, Argentina 1 x 1 Paraguai, Bolívia 1 x 3 Venezuela e Equador 1 x 1 Japão, ela cai para 13.860. O Comitê Organizador Local contestou a teoria de que os lugares vazios teriam relação com o alto valor cobrado pelos ingressos.

“Estamos falando de um apanhado geral, não olhamos para os jogos que tivemos menos ou tivemos mais torcedores”, considerou Agberto Guimarães, diretor de Operações do COL. “É natural, em qualquer evento esportivo, que a gente tenha algumas partidas ou alguns esportes que tenham mais apelo de público. Aconteceu também aqui. Isso a gente vê com naturalidade. Estamos cuidando do todo e estamos vendo o lado positivo.”

CRESCIMENTO Avaliação idêntica teve Thiago Jannuzzi, gerente-geral de Competições do COL. Ele prevê que a média aumentará a partir das quartas de final e descartou qualquer possibilidade de rever os valores das entradas. “A gente não pode alterar a política de preços durante o evento para respeitar aqueles que já adquiriram ingressos por determinado valor.”

Para ele, a política de preços foi compatível com a necessidade de fazer frente aos custos. Questionado se estaria ocorrendo excessiva elitização do público nas arenas e afastando o torcedor de menor poder aquisitivo, ele rechaçou a hipótese, alegando que há tíquetes pelos quais a cobrança é mais baixa. “Eu não diria que a gente se afasta do torcedor popular porque temos faixas de preço muito acessíveis.” (Com agências)


Público na Copa América

Maiores
Chile 0 x 1 Uruguai
Estádio: Maracanã
Público: 49.275 pagantes
% de ocupação: 65,5%
Renda: R$ 11.749.970

Brasil 3 x 0 Bolívia
Estádio: Morumbi
Público: 46.342 pagantes
% de ocupação: 69%
Renda: R$ 22.476.630

Peru 0 x 5 Brasil
Estádio: Itaquerão
Público: 42.317 pagantes
% de ocupação: 91,6%
Renda: R$ 10.009.095

Menores
Equador 1 x 1 Japão
Estádio: Mineirão
Público: 2.106 pagantes
% de ocupação: 15,7%
Renda: R$ 301.525

Bolívia 1 x 3 Venezuela
Estádio: Mineirão
Público: 4.460 pagantes
% de ocupação: 18,67%
Renda: R$ 631.605

Peru 0 x 0 Venezuela
Estádio: Arena Grêmio
Público: 11.107 pagantes
% de ocupação: 18,5%
Renda: R$ 2.400.800

 

FONTE: Superesportes
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